Área Instrumental do Governo de Mato Grosso

A Área Instrumental do Governo surgiu oficialmente no dia 17 de julho de 2001, com a publicação da Lei nº 7.461/01. Esta lei criou a carreira funcional para a atualmente considerada área meio dos servidores que atuam nas Secretarias de Fazenda, Planejamento, Administração, e Auditoria Geral. Anterior a esta lei, todos estes servidores eram regidos de uma forma geral pela Lei nº 6.027/92, que não distinguia a complexidade das operações realizadas por estes servidores .

A Lei nº 7.461 surgiu com o propósito de diferenciar estes trabalhadores, afinal, são eles os responsáveis pela condução do Tesouro Estadual, os pagamentos do efetuados pelo Governo do Estado, pelo planejamento de todo o Estado, pelo controle funcional de Mato Grosso. Então, em 2001, os servidores com titulação acadêmica em nível superior foram enquadrados como Técnicos Instrumentais do Governo (Taig), de nível médio como Agentes Instrumentais (Aaig), e com nível fundamental, como Auxiliar Instrumental (AIG).

Assim, os profissionais: Administrador, Advogado, Arquiteto, Assistente Social, Bibliotecário, Biólogo, Contador, Economista, Engenheiro Civil, Engenheiro Agrônomo, Engenheiro Florestal, Engenheiro Sanitarista, Engenheiro Eletricista, Estatístico, Geógrafo, Geólogo, Historiador, Matemático, Psicólogo, Sociólogo, Técnico em Assuntos Educacionais, Técnico de Nível Superior, Técnico em Planejamento, Técnico em Comunicação Social, passaram a ser os atuais TAIGs.

Os Aaigs foram formados pelos profissionais: Agente de Administração, Agente de Telecomunicações, Assistente de Administração, Auxiliar de Administração, Desenhista, Desenhista Projetista, Eletrotécnico, Gráfico, Mestre de Obras, Oficial de Manutenção, Técnico de Manutenção, Técnico em Arquivo, Técnico em Contabilidade, Técnico em Estatística, Técnico em Microfilmagem, Técnico em Telecomunicação, Topógrafo, e Técnico em Edificações.

Enquanto os profissionais: Auxiliar de Serviços Gerais I, Auxiliar de Serviços Gerais II, Contínuo, Garçom, Motorista, Porteiro, Telefonista, e Vigia, foram enquadrados como AIGs.

SINDICATO

Com o nascimento desta nova carreira, dividida em três cargos, surge a necessidade de uma representação legal destes trabalhadores perante o Governo, perante o poder político. A necessidade foi latente ao ver que as demais carreiras do Estado conseguiam avanços salariais ano após ano, e a carreira instrumental permanecia estagnada. Em 2004, nasce o Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental do Governo (Sinpaig). Em seu primeiro ano de atuação, o Governo concede o primeiro reajuste para a carreira, aproximadamente 6%, valor distante dos avanços obtidos pelas demais carreiras com representação sindical anterior.

Outro avanço obtido não apenas para a carreira, mas para o Estado como um todo, foi a mudança nos critério de progressão salarial de cada trabalhador. Antes de 2001, era necessária a participação em comissões, obter cargos de chefia, independente de qualificações profissionais, para conquistar avanços de classe e remuneração.

Os trabalhadores passaram a exigir por meio do Sinpaig que a qualificação, o aperfeiçoamento educacional, fosse o critério para progressões. Assim, o Governo passou a ter um corpo técnico interessado em buscar a graduação em nível superior e pós graduações. Esta característica tem sido fundamental na melhoria da prestação do serviço público, na eficiência da gestão.